sexta-feira, agosto 26, 2005

O dia do "Seu bosta".

Pois é, porque será que o post de sexta não apareceu e agora ele "brota" no meio do blog? Por que não deu tempo de escrever na sexta, seu mané! Estou aqui, às 2:51 da madrugada de domingo escrevendo o balanço entre a sexta e sábado. Ufa, finalmente consigo um tempinho para nós (olhem só que íntimo!). Ouvindo Jorge Ben (Puro Suingue), começo a relembrar os maravilhosos momentos que passei neste 26 de Agosto.

Vamos lá, sexta começou...bom, não lembro, já falei pelo menos umas 2 vezes que os acontecimentos logo após a minha volta do mundo dos sonhos são completamente nulos. Lembro-me de pegar minha identidade, documentos e entrar no carro. Fui direto ao posto de gasolina mais próximo à Ponte da Lapa para encontrar um amigo e emprestar meu RG para que pudesse fazer uma lista VIP e pagar menos em uma balada. É que este mês, exatamente neste domingo (eeee, parabéns! ¬¬) é meu aniversário e, assim ele poderia entrar de graça. Nos encontramos por volta das 8:20. Conversamos bastante, ele mostrou-me o rádio novo do carro, mostrei os riscos que os desgraçados fizeram no meu e, em pouco tempo, já estávamos atrasados. Bom, fazendo contas, se eram 10 mim para as 9h e o percurso restante para chegar ao escritório demoraria de 20 a 30 mim, eu chegaria por volta das 9:20. Meu horário é às 9h, até aí, 20 mim de atraso não é nada. Ok, a lei de Murph (tomara que esteja ardendo no inferno) fez com que chegasse às 10 para as 10. Subi as escadas correndo e com o pensamento firme na desmaterialização da minha chefa. Dessa vez minhas preces foram atendidas, o importante é chegar antes do manda-chuva.

O meu humor estava semi-quase-bom quando ela resolve brigar comigo pelo MSN. Motivo? Fui embora no meu horário na quinta-feira. "Havia coisas a serem feitas e você deveria ter falado comigo!". A única resposta decente que conseguia pensar para o momento era "Vai à merda", mas não achei que seria bom para o meu emprego. Depois de muito "conversar", venci pelo cansaço. A essa altura do dia, que estava apenas começando, meu humor já tinha voltado ao estado normal e já praguejava contra a existência.

Iniciava-se agora a expectativa por descobrir a minha real identidade na empresa. Qual cargo bizarro me seria entregue? Pelo início do dia eu realmente achava que seria promovido a Analista Bozo Júnior. As horas passavam e ouvia boatos de que a Big Boss não viria. Claro, é que não tem graça ver o palhaço aqui passar um dia apenas com a infelicidade de estar trabalhando que nem um desesperado e ganhando mal. No cume de minha curiosidade, resolvi perguntar a algum Litle Boss como poderíamos descobrir nosso real propósito na empresa. Com a sabedoria de uma rã, disseram-me que só seria revelado quando a Chefona voltasse. Ótimo, continuo na minha função de ASPONE até segunda ordem.

Voltei ao meu computador e como tinha pouco trabalho, resolvi olhar meus e-mails. Logo de cara a diversão começa, recebi um e-mail da ex-namorada daquele amigo que encontrei pela manhã. Ela era irmã de 2 ex-namoradas minhas. Como assim? É, namorei duas irmãs, uma por 2 meses e outra por 2 anos e meio. Ambas eram ótimas, engraçadas e divertidas. Uma um pouco dispersa demais e outra um pouco possessiva demais, entretanto, não guardo mágoas de nenhuma, só boas recordações e a certeza de que não daria certo. Essa Moça era uma pessoa muito simpática. Todos achavam impressionante como os dois não brigavam, um namoro realmente exemplar. Ela apaixonada e ele dedicado. Isso até a primeira briga. A partir daí, sucederam-se várias discussões. Tudo bem que um casal brigue, às vezes é até saudável descobrir as diferenças para poder compreendê-las. O problema foi como as coisas caminharam. Um comportamento meio abusivo instalou-se no relacionamento. Eu gostava de conversar com ela só que, daquele jeito, eu começaria a me afastar. O esperado finalmente aconteceu. Não, ela não ficou grávida. Depois de 7 anos, terminaram mas, dessa vez, meu amigo não correu de volta. Tentou ser feliz de outra forma e começou a namorar uma outra garota. Muito simpática! Gostei muito dela, tem o mesmo jeito da minha Baixinha! Claro que as pessoas não podem ver os outros felizes. A atual "ex" começou a azucrinar meu camarada. Agora pergunto, para quê isso? Depois de tudo, resolvi escrever um scrap no orkut para a "atual" dizendo que ela conseguiu tirar ele de uma "Roubada". Eu tinha certeza que a "ex" iria ver mas, liguei o famoso foda-se. Ela realmente viu e mandou um e-mail chamando-me de "seu bosta" e "traíra". Na boa, eu não traí ninguém e não explorei ninguém. Cabe a vocês julgarem o teor da pessoa porque eu não vou falar mais nada sobre isso.

Passados meus momentos "remembering", olhei para o relógio e vi chegar a hora de ir embora. Liguei para minha mulher e disse que iria direto para sua casa. Ela queria sair. Por que mulher tem mania de sair para dançar? Bom, tudo bem, bati as traças do bolso, coloquei um durex nas pálpebras, tomei 5 litros de café e fui à luta como um guerreiro de Morpheus. Avisei "Vamos ter que chegar até às 22h para não pagarmos". 21h30 ela estava terminando de arrumar-se mas, como sou um cara ninja, quase um Power Ranger, conseguimos chegar a tempo. Óbvio que a lista que mandei pela internet não havia chegado. Para que entrar de graça se podemos pagar? Conversei com o promoter e ele conseguiu deixar-me VIP e minha Pequena, 15 reais. Entramos, vimos o show dos palhaços e conversamos até suas amigas chegarem. Subimos para a pista e ficamos um tempo até que começou a tocar black music, só para completar meu dia. Virei para ela e disse "Vamos?". Graças a Deus deixamos o lugar na hora certa. E com a vantagem de o segurança ter dado o cartão VIP para os dois! Balada 0%!

Fora do estabelecimento, ligamos para um amigo que havia levado meus cunhados para jogar baralho em sua casa com alguns outros amigos. Ainda estavam lá e não demoramos em nos juntar a eles. Foi a parte boa do dia. Cerveja, pizza, baralho, piadas... Sim, a vida ainda tem algum atrativo.

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